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Apesar
da minha página estar a dar os primeiros passos, a receptividade
dos visitantes tem sido excelente, o que me deixa muito, muito
feliz. Como algumas das questões que me colocam são
inevitavelmente idênticas, decidi criar esta secção para que,
através dela, possam conhecer-me melhor. Aproveito para
agradecer a todos os que me presentearam com o seu apoio e
mantenho firme a promessa de responder aos meus leitores o mais
rápido possível.
Beijinhos.
Sandra Carvalho
Em que é que se
inspira para escrever?
SC: A minha imaginação é um diabrete
irrequieto. Tudo o que me rodeia é motivo de inspiração. Uma
música que toca na rádio, uma frase perdida no ar, uma paisagem
que me faça suster o fôlego, e lá estou eu a devanear. Os meus
sonhos também são uma fonte de matéria-prima preciosa.
Felizmente, nunca me aborreço enquanto durmo.
Este é o seu
primeiro projecto?
SC: Esta é a minha primeira aventura
séria no mundo da escrita. Apesar de ter começado a escrever
histórias assim que aprendi a segurar num lápis, nunca acreditei
que um dia pudesse publicar um livro. É claro que o desejava! Se
o desejava! Mas, embora a minha família e os meus amigos sempre
tenham incentivado e elogiado o meu trabalho, eu nunca me atrevi
a submetê-lo à apreciação de profissionais. Quando os herdeiros
da feiticeira Aranwen da Grande Ilha começaram a ganhar vida nas
minhas mãos, eu estava longe de imaginar onde a sua magia me
iria levar. Durante meses, o meu marido combateu ferozmente a
minha insegurança, até que, um dia, fui forçada a render-me.
Hoje tenho de agradecer à Editorial Presença pela realização do
meu sonho e ao meu marido por ter colocado o manuscrito no
correio.
Ao ler “A Saga
das Pedras Mágicas” iremos aprender alguma coisa sobre os
Viquingues? E sobre magia?
SC: Talvez
porque nasci e cresci à beira-mar, a força e a determinação
daqueles que foram os reis do mares, no seu tempo, sempre me
fascinou. Acho que a História não lhes faz justiça. Outros povos
respeitados e admirados pela nossa sociedade foram tão cruéis e
brutais como os Nórdicos. Os Viquingues são um mundo fundamental
no universo da “Saga das Pedras Mágicas”, por isso, dediquei
muito do meu tempo a pesquisar o seu modo de vida, e procurei
ser tão realista quando se pode ser numa obra de ficção. Quanto
à magia e aos rituais, estes não passam de um produto da minha
imaginação, que, eu espero, tenha o poder de estimular as vossas
fantasias.
Quantos livros
estão previstos para este projecto?
SC: Muitos
leitores questionam-me se a Saga é uma trilogia. Não é. A
história está dividida na minha mente em, pelo menos, seis
livros. Mas quem sabe onde a imaginação me poderá levar?
Na Saga das
Pedras Mágicas iremos continuar a acompanhar os destinos de
Catelyn e Throst?
SC: A Saga
descreve-nos a guerra pela posse das pedras de Aranwen, que
todos os feiticeiros renegados cobiçam, almejando através delas
recuperar o seu poder, usá-lo para se vingarem dos seus
superiores e dominarem os outros povos que habitam a Terra.
Catelyn e Throst foram escolhidos para combatê-los e irão
travar duras batalhas até ao fim da história. Porém, como a
esperança de vida dos Feiticeiros é muito superior à dos
Humanos, a Saga atravessará várias gerações até que as forças do
bem consigam derrotar os Mestres da Arte Obscura.
Onde se situam a
Grande Ilha e a Terra Antiga?
SC: A Grande
Ilha e a Terra Antiga poderão situar-se onde a vossa imaginação
as colocar, dentro do universo Celta e Nórdico. Ao iniciar este
projecto decidi não me comprometer geograficamente com nenhuma
localização, visto que, com o desenvolver da Saga, irão surgir
locais impossíveis de apontar no mapa, totais produtos da minha
fantasia.
Quem foi que
desenhou as capas dos seus livros?
SC: O nome do
artista é Samuel Santos. O seu talento pode ser apreciado nas
capas da Colecção "Via Láctea" e no link que disponibilizo neste
site.
Quais são os
seus autores favoritos?
SC: Eu comecei a
devorar livros muito cedo e, ao longo da vida, têm sido muitos
os autores que coloriram o meu imaginário. De entre eles, não
posso deixar de referir Enid Blyton, Conan Doyle, Emilio Salgari,
Edgar Rice Burroughs, Robert Heinlein e Tolkien. Mas no topo das
minhas preferências estão Michael Crichton, Juliet Marillier e
Marion Zimmer Bradley.
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