Imprensa
Observatório da imprensa

Os lulistas reclamam da imprensa. Não entendo o motivo. Lula já teria sido deposto se jornais, revistas e redes de televisão não estivessem tomados por seus partidários.

Eu acompanho todo o noticiário político. Minha maior diversão é tentar adivinhar a que corrente do lulismo pertence cada jornalista. Não sou um grande especialista no assunto. Não freqüento o ambiente jornalístico. Tenho apenas quatro ou cinco amigos no ramo. E nunca fui de esquerda. Não sei direito quem é quem dentro do PT. Esses pelegos me parecem todos iguais. Mas tenho um bom olho para reconhecer o jargão lulista. Não preciso de mais de uma frase, perdida no meio de um artigo, para identificar um governista infiltrado.

O Globo tem Tereza Cruvinel. É lulista do PC do B. Repete todos os dias que o mensalão ainda não foi provado. E que, de fato, José Dirceu não deveria ter sido cassado. Cruvinel aparelhou o jornal da mesma maneira que os lulistas aparelharam os órgãos públicos. Quando ela tira férias, seu cunhado, Ilimar Franco, assume sua coluna.

Kennedy Alencar foi assessor de imprensa do PT. Ele continua sendo assessor de imprensa do PT, só que agora de maneira não declarada, em suas matérias para a Folha de S.Paulo. Ele é o taquígrafo oficial de André Singer, secretário de Imprensa de Lula. Singer dita e Kennedy Alencar publica.

Franklin Martins é José Dirceu até a morte. Eliane Cantanhêde é da turma de Aloizio Mercadante. Luiz Garcia é lulista, sem dúvida nenhuma, mas não consigo identificar sua corrente. Vinicius Mota é do grupo de Marta Suplicy. Quem mais? Alberto Dines é seguidor de Dirceu, e só se cerca de seguidores de Dirceu. Alon Feuerwerker, do Correio Braziliense, é do partidão, e apóia quem o partidão mandar. Paulo Markun, da TV Cultura, tem simpatia por qualquer um que seja minimamente de esquerda. Paulo Henrique Amorim é lulista de linha bolivariana. Ricardo Noblat era lulista ligado a Dirceu, mas pulou fora no momento oportuno.

Leonardo Attuch, da IstoÉ Dinheiro, é subordinado a Daniel Dantas. Quando Dantas está satisfeito com o governo, Attuch é governista. Quando Dantas está insatisfeito com o governo, Attuch vira oposicionista. Mino Carta, por outro lado, é subordinado a Carlos Jereissati. Tem a missão de atacar Dantas. E de defender a ala lulista representada por Luiz Gushiken.

Os jornalistas que não pertencem à área de Dirceu, Gushiken, Mercadante, Suplicy ou Rebelo em geral pertencem à área de Antonio Palocci. Nunca houve um político tão protegido pela imprensa quanto ele. Palocci tem defensores influentes em todos os veículos, sobretudo em O Estado de S. Paulo e Valor.

Nem mesmo VEJA escapa do tribunal macartista mainardiano. Os lulistas costumam definir a revista como tucana, mas eu desconfio que ela esteja cheia de lulistas. Não posso revelar seus nomes por puro corporativismo. E porque não quero perder aqueles quatro ou cinco amigos na profissão.

Diogo Mainardi


Política
Nascem novos tipos da lama nacional

Diante do óbvio ridículo da crise, florescem novos tipos e subtipos dos velhos esquerdistas tradicionais que, como as virgens loucas de antigamente, atearam fogo às próprias vestes, além de destruírem o governo Lula e jogarem o PT num buraco negro. Não há o ''esquerdista em geral''; há nuances, colorações, matizes, timbres variados que ficam patentes hoje, no maior show de burrice e loucura política de nossa história.

Militantes imaginários: Acham que estão fazendo a revolução, sem mover uma palha, de pijama em casa, rezando as jaculatórias que aprenderam no cursinho básico do Partidão, 50 anos atrás.

Narcisistas do fracasso: Acham que todos estão errados, todos não prestam. Menos eles, puros e privilegiados espectadores da História.

Neoliberais radicais sem vergonha: Todos que critiquem o PT.

Adoradores do impossível: Odeiam administração e limites concretos. Odeiam o mundo real. Usam as utopias como calmante da consciência.

Machos voluntaristas: ''Se eu for presidente (ou ministro), boto pra quebrar. Não tem Congresso, não tem nada''. Já deu em Collor. E em Dirceu, agora.

Comunistas de pedra: Os adeptos desta corrente não mudam um milímetro de suas convicções. Acham a tal da realidade objetiva ''volúvel e reacionária'', com sua mania de mudar e ter reviravoltas.

Saudosos do matão: São os regressistas. ''Ah... como era verde meu vale... ah... como tudo era simples... ah... que saudades das certezas e das ilusões... Como seria bom um país com todos comendo paçoca e morando em palhoça''.

Proprietários do povo: Cultivam os pobres como relíquias medievais. ''Ah... como é bela e fecunda a miséria... como ela cria uma sagrada ignorância e uma arte tosca e emocionante...''

Heróis mártires: Ah... como é belo o fracasso...'' Não é à toa que em nossa tradição ibérica, os heróis todos viram mártires, enforcados, esquartejados e fuzilados. Para eles, a derrota é sagrada, já a vitória é burguesa, imoral.

Copro-ideólogos ou 'papa-bostas': Gostam do ''quanto pior, melhor''. Acham que só uma grande tempestade de merda salva o país... Depois do excremento, virá a bonança purificadora.

Intelectuais nauseados: Têm nojo do mundo real. Olham muito o infinito e acham que o simples desgosto com o rumo das coisas lhes dá uma superioridade moral. Sonham com um outro Brasil, que está além do horizonte. Assistem caladinhos à sordidez nacional. Não se metem nessas ''coisas sujas'' da política. Músicos que fazem canções 'muzak'' para elevador, também.

Cientistas do nada: Têm a crítica perfeita do Sistema e também a solução, desde que as ''condições objetivas'' do mundo mudem para caber em suas teorias. Como não mudam, não há solução que eles lamentam, do alto de seus tristes compêndios, em casa, de ''robe-de-chambre'' e uísque.

Acadêmicos do rancor: Sabem tudo e não fazem nada. Ressentidos, sentem-se vítimas de um mundo mau, que transformou sua vida acadêmica em apostilas sem utilidade. Patrulham os que partem para alguma ação concreta e possível.

Corrupto de esquerda: Um cruzamento de Stalin com ladrão de galinha.

Golpistas de Lula: Os acusados de golpismo são os opositores, que Lula acha que querem impichá-lo. Mas, os verdadeiros são seus assessores.

Salva-vidas de Lula: Conhecidos como ''A Oposição''. Só pensam em não fazer marolas para não piorar tudo.

Sofredores da miséria: Proprietários do sofrimento alheio. Consideram a tragédia dos excluídos como um problema existencial deles. Lamentam-na e sentem-se bons. A miséria dos outros as enobrece.

Cretinos fundamentais: Proclamam sua ignorância como uma forma superior de sensibilidade. Costumam escrever: ''Não sei não... mas acho que...'' Outro dia, um deles escreveu que ''seu pâncreas intuía que...''. Outro disse: ''a culpa da corrupção é o dinheiro, é o mercado''. Pensam com o fígado ou com os intestinos. Têm muito Ibope. Burrice é comercial.

Simplistas profundos: Só o óbvio, o esquemático, o aparente importam. Complexidade é coisa da direita ou de veado.

Masoquistas revolucionários: Tipo de masoquista que se orgulha da cassetada que levou em 68 e morre de saudades de uma ditadurazinha que o absolva e justifique.

Corretores de esquerda: Perdem nas aplicações de fundos de pensão para salvar os pobres, um dia, no futuro. Já conseguiram roubar cerca de 700 milhões de reais para ''salvar o povo!''.

Fracassados revolucionários: É um tipo que acha que é fracassado porque é ''de esquerda''. Não lhe ocorre que seja ''de esquerda'' porque é fracassado. ''Fracassei em nome do povo!''.

Vítimas da conspiração: A vida é um conto-do-vigário em que caímos todos. São o contrário dos deprimidos. Para eles, tudo tem sentido. Quanto mais óbvia uma realidade, mais perigosa. Tudo que parece não é. Também conhecidos como ''paranóicos''.

Cabos de Chavez: Intelectuais (até as bestas do Antonio Negri e Michel Hardt) que são fascinados pela truculência de leão-de-chácara do provocador da Venezuela que, em breve, será ditador e mais tarde desorganizador geral da America Latina. Nossos filhos vão sofrer por causa deste imbecil.

Companheiros expiatórios: Os orgulhosos tarefeiros do segundo time do PT que, orgulhosos, se entregam à fogueira para salvar os patrões: Delubios e Pereiras...

Virgens no bordel: O PT antes.

Prostitutas puras: O PT hoje.

Pinocchios do bem: Sob a tutela de Lula, o Pinocchio-Chefe, todos os homens do governo e do PT que dizem ''nego, não, nunca'' a tudo.

O bom burguês: Vice-presidente e vendedor de 3 milhões de camisetas por preço maior que o mercado, que reclama dos juros altos, apesar dos juros subsidiados que descolou para sua empresa.

Lula: Um presidente que ainda pensa que é o ex-operário que foi manipulado pelos leninistas para ser o símbolo da tomada do poder. Muda de cor como as lulas, de acordo com a necessidade.

Malucos, bêbedos e desinformados: Nós.

Arnaldo Jabor

Política
Hipocrisia tenta anular imprensa brasileira

A cada dia que passa, a depressão aumenta. A resistência do PT/governo diante das evidências dos crimes cometidos está desmoralizando a imprensa, pois nosso esforço de buscar a verdade na maior crise da história republicana está batendo numa barreira de mentiras e caindo no vazio. Não tenho procuração para falar por ninguém, mas sinto um desânimo conformado, um ceticismo amargo nas colunas de colegas jornalistas. Depois do vendaval de verdades que Jefferson jogou no ventilador, quando o povo viu por breves momentos a nudez da ópera-bufa, como que olhando pela porta de um bordel, as cortinas foram se fechando com habilidade e, aos poucos, os velhos lugares-comuns voltaram: 'Tudo acaba em pizza, sempre foi assim, eu já sabia e o País não tem jeito.' Trata-se da progressiva vitória que os stalinistas e cobrascriadas do Poder Central, ajudados por artes jurídicas e legislativas estão conseguindo: fazer tudo voltar a zero. Os envolvidos no grande crime de ataque à democracia 'burguesa' estão sorrindo, cumprindo uma ordem da direção: 'Sorriam sempre, façam o ´V´ da vitória que Maluf sempre ostentou, façam-se de despreocupados que tudo se ajeitará!' Os comunistas e falsas virgens d´antanho descobriram, maravilhados, a tática malufista da negação infinita como, aliás, notou Marcelo Coelho na Folha. O malufismo tomou conta do petismo. Trata-se de, em nome de um emaranhado de dogmas que eles chamam de 'causas populares', ostentar um cinismo indestrutível, com a conivência meiga do cara-de-pau máximo, o ex-símbolo popular que se revelou incapaz de governar e capaz de manobrar piadas e carismas para ocultar as verdades mais óbvias. Lula ousa dizer que vê 'leviandades e insinuações nas CPIs'.

Diante disso tudo, estou enojado. A grande mentira está derrotando a imprensa e adoecendo os homens de bem que romanticamente achavam que o Brasil poderia se modernizar. Os safados acreditam que o País não tem condições de suportar a delicadeza da democracia. E como o socialismo é impossivel (eles remotamente suspeitam), partiram para o mais descarado populismo para reeleger o Lula de qualquer maneira. Nada prova nada. Tudo fica impune e tudo marcha para a desconstrução do País que o período democrático conseguiu melhorar, apesar deles. São hábeis os stalinistas.

Convencem a população de que o 'Caixa 2' é crime menor. E até a imprensa morde a isca e tenta provar que 'Caixa 2 é crime maior sim', quando não se trata de caixa 2 maior ou menor, pois a dinheirama não veio de caixa 2 nenhum de campanha, veio de assalto programado aos cofres de estatais e fundos de pensão, de acordos milionários com empresários antes e depois das eleições, de superfaturamentos, de campanhas publicitárias fajutas, de empréstimos falsos em bancos, de dinheiro mandado a dólar-cabo para o exterior para pagar despesas aqui. O burocrata bochechudo com barbichinha Berzoini, truculento empregado do Dirceu, declarou: 'Não devemos ser hipócritas. Caixa 2 é muito comum na política do País!' Genial. Ele confessa um crime falso, exatamente como o marido que confessa à esposa ter papado uma garota de programa para esconder que tem uma amante há anos. O Land Rover, o apartamento da esposa de Dirceu, coisinhas assim, fazem parte do mesmo plano - dar anéis sem valor para manter os dedões ladrões. Não podemos cair nesse conto do vigário, santo Deus! Outro dia escrevi um artigo irado (alguns reclamaram), mas aqui vai outro, pois a situação atual é um insulto a todos nós, da imprensa ou não. É um insulto vermos o regresso do Brasil a um passado pré-impeachment do Collor, a todos os vícios que pareciam suprimidos pela consciência da sociedade civil. Estamos descobrindo que não dispomos de instrumentos para modernizar o País - tudo parece ter uma vocação para a marcha-à-ré em direção ao atraso. Só nos resta reafirmar as convicções 'sem provas' para contrariar as mentiras deslavadas. O óbvio está berrando à nossa frente. É óbvio que o crime contra Celso Daniel é a matriz sangrenta de tudo que veio depois. Não digo que o PT matou o prefeito, claro, mas que esconde o crime para esconder as motivações e esconder o esquema do tradicional 'caixa 2 revolucionário' instalado em todas as prefeituras do PT, fato sabido desde a denúncia daquele romântico Paulo Vensceslau, que foi expulso do partido pelo Lula. Sabemos que tudo que os irmãos de Celso Daniel dizem é pura verdade e que o resto é o crime de ocultação, 'em nome do povo'. Sabemos que gastaram quase um bilhão do orçamento para comprar votos e eleger o pau-mandado Aldo para a Câmara, assim como sabemos que Delúbio Soares será expulso do PT, aquele empregado da direção suprema do partido, que é acusado de ter feito tudo sozinho.

Delúbio - talvez até com seu heróico consentimento de tarefeiro obediente - será queimado vivo para salvar os chefes, na melhor tradição do stalinismo e do Carandiru.

Claro que haverá renúncias dos deputados, encomendadas pelo Lula, claro que não houve empréstimo nenhum do Banco Rural para o PT, como sabe até o vice-presidente Alencar, atual evangélico e ilustre coroinha de Edir Macedo (Salve-nos, oh santa Maria chutada pela Igreja Universal!...). Claro que sabemos tambem que ninguém empresta US$ 20 milhões a um partido sem fundos , com o distraído aval de 'genoinos e valérios', claro que todos sabem que o dinheiro está lá fora, tudo acertado antes e que aqui é só a lavanderia. Claro que há infinitas provas de tudo que está acontecendo, na melhor forma do direito, através das 'provas indiciárias', como ensinou o jurista Miguel Reale Jr. Claro que bancos públicos e privados demoram em entregar documentos, dando tempo para falsificações e para o esquecimento. Claro que Lula, Dirceu, Gushiken, Gilberto Carvalho, todos da executiva do PT e do governo sempre estiveram a par de tudo.

E dizem: 'Sempre foi assim...' Não. Nunca foi assim. Houve uma 'revolução' na sordidez nacional. Jornalistas, uni-vos! ?

Arnaldo Jabor

Extraído do O ESTADO DE SÃO PAULO - 18 de outubro de 2005


Religião
Entenda a polêmica em torno do livro O Código Da Vinci (Revista Época Edição 340 - 22/11/04)

"Controvérsia e diálogo são saudáveis para a religião como um todo. A religião só tem apenas um inimigo – a apatia – e o debate passional é um antídoto soberbo" Dan Brown, em seu site (www.danbrown.com).

Em O Código Da Vinci, o ex-professor ginasial norte-americano Dan Brown mexe em um vespeiro ao acusar a Igreja Católica de ser uma instituição criada e fundamentada em uma mentira. Para a Igreja e para os católicos, Jesus Cristo, filho de Deus, mobilizou comunidades em nome de um ideal de fé e purificação. E veio ao mundo com a missão de perdoar os pecados humanos e preparar seu povo para o Juízo Final.

Na versão de Brow, Jesus seria um homem comum, que casou e teve filhos com Maria Madalena, mulher por vezes traduzida na bíblia como prostituta. O papel de liderança não seria dele, mas da sua esposa, que teria comandado os apóstolos que celebravam, na verdade, a sabedoria e a sexualidade.

No livro, os dois protagonistas da história seguem uma série de pistas que os levam à "maior conspiração da história": a Igreja Católica foi fundada sobre o segredo de que Jesus era um simples mortal e que sua santidade foi aferida séculos após sua morte para justificar a existência da igreja. Nessa versão, Jesus seria uma invenção do imperador Constantino no Concílio de Nicéia. O quatro evangelhos canônicos seriam apenas quatro (Mateus, Marcos, Lucas e João). A Igreja teria escondido os outros 80 evangelhos gnósticos (ou apócrifos), onde estariam grandes revelações na verdadeira "versão" da história.

Após a crucificação de Jesus, Maria, sua sucessora e líder da igreja primitiva, e sua filha Sara teriam partido para a Gália e lá teriam fundado a linhagem dos merovíngios, da família real francesa (os descendentes de Jesus, segundo o livro, viveriam até hoje na França). Essa dinastia, encravada na organização secreta Priorado de Sião, tinha os templários como uma espécie de milícia. Da Vinci seria um membro dessa organização, que conhecia os segredos dos templários, entre eles o de que Santo Graal conservaria os restos do corpo de Maria. Leonardo da Vinci teria deixado vazar segredos, colocando em suas telas pistas do papel que Maria Madalena teria realmente tido na religião católica.

No livro, as pistas são deixadas em quadros do pintor, como na Santa Ceia (quem estaria à direita de Jesus seria Maria, e não João. "O rosto é feminino demais para ter o nome do apóstolo", argumenta Brown). Daí o nome do livro, "Código" Da Vinci, ou seja, o significado secreto de sua cifrada pintura.

Enquanto os críticos literários colocam essa apenas como mais uma polêmica obra de ficção, o autor garante que as teorias presentes na história têm valor. Segundo Dan Brown, o enredo está baseado em passagens verdadeiras da vida de Jesus, que a Igreja Católica fez questão de esconder.

Argumentos em defesa
- A Igreja selecionou os escritos, pois seria impossível fazer uma Bíblia com milhares deles. Os evangelhos apócrifos foram encontrados depois da Escritura Sagrada ficar pronta e a sua existência é reconhecida pelo Vaticano.

- Está claro para a Igreja que Jesus é dotado de divindade. Historicamente, o homem Jesus de Nazaré existiu mesmo e, para os cristãos, essa mesma figura era Deus feito homem.

- Não há nenhum documento, mesmo entre os apócrifos, que confirme que Jesus teve mulher e filhos. Pelo contrário. De acordo com a Bíblia, Jesus teria feito o voto de Nazireus. Ele era o primeiro filho e o voto o colocava no papel de cuidador da família, já que, ao que tudo indica, seu pai teria morrido muito cedo. Os cabelos longos seriam uma prova dessa posição. Tudo isso também derruba a idéia do envolvimento com Maria Madalena.

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