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Pesquisas científicas
03. A MÃE HOMOSSEXUAL É UMA BOA MÃE?
Referências
bibliográficas
BREWAEYS, A.; PONJAERT, I.; VAN HALL, E.V.; GOLOMBOK, S. (1997). Donor insemination: child development and family functioning in lesbian mother families. Human Reproduction ,12(6), 1349-1359.
LIMA FILHO, A. P. Brincadeiras selvagens: problemas nosso, diálogos com pais de adolescentes. São Paulo: Oficina de textos, 1997.
MCNEILL, K.F.; RIENZI, B.M.; KPOSOWA, A. (1998) Families and parenting: a comparison of lesbian and heterosexual mothers. Psychology Rep, 82(1), 59-62.
SIEGENTHALER, A.L.; BIGNER, J.J. (2000). The value of children to lesbian and non-lesbian mothers. Journal Homosex, 39(2), 73-91.
SIEGENTHALER, A.L.; BIGNER, J.J. (2000). The value of children to lesbian and non-lesbian mothers. Journal Homosex, 39(2), 73-91.


Antes de responder se a mãe homossexual é uma boa mãe, devemos perguntar: o que é ser uma boa mãe? Segundo Lima (1997) a função materna está relacionada com a forma como são realizadas a alimentação, higiene, toque, colo, amparo, e também com a capacidade de lidar amorosamente com o filho, atentando para o que é apropriado para cada etapa. Além, a mãe tem que ter uma continência física que proporcione à criança um sentimento de equilíbrio e bem-estar para superar as angústias.

McNeill, Rienzi e Kposowa (1998) aplicaram em 24 mães homossexuais e 35 heterossexuais um questionário e quatro escalas (Index of Family Relations, Index of Parental Attitudes, Family Awareness Scale, and Dyadic Adjustment Scale) com o objetivo de comparar as mães homossexuais com as mães heterossexuais. Os dois grupos de mães tiveram resultados semelhantes em stress auto-relatado; ajustamento, competência; e qualidade de relacionamento com seus familiares.

Em outra pesquisa, Brewaeys, Ponjaert, Van Hall e Golombok (1997) utilizaram entrevistas e questionários padronizados, testes psicológicos para as crianças além de outros métodos de avaliação para saber um pouco mais sobre a famílias de mães lésbicas. Participaram 30 famílias de mães lésbicas com crianças de inseminação artificial que hoje têm de 4 a 8 anos; 38 famílias heterossexuais com filhos de inseminação artificial e; 30 famílias heterossexuais com crianças de concepção natural. Os dados levam a crer que a qualidade entre o relacionamento do casal lésbico e a qualidade da interação e relação mãe-filho não diferenciaram dos demais grupos heterossexuais. A percepção das crianças sobre sua família foi semelhante em todos os grupos, sendo que a mãe social dos casais lésbicos era estimada como parente tanto como os pais das famílias heterossexuais.

Uma pesquisa interessante sobre mães lésbicas foi feita por Siegenthaler e Binger (2000) que aplicaram uma escala chamada "Value of Children" (VOC), que mede as razões que poderiam explicar o porque os adultos se tornam pais e os valores e funções da criança na vida destes adultos. Os dados indicam que existem mais similaridades dos que diferenças entre as mães homossexuais e as heterossexuais, a única diferença está nos incentivos de se assumir a maternidade.

Desta forma, temos que a função materna parece ser exercida de forma semelhante pelas mães homossexuais e pelas mães heterossexuais. Contudo, ainda precisamos saber de que forma a orientação sexual destas mães pode estar interferindo no desenvolvimento de seus filhos. O próximo item irá verificar se os filhos destas mães possuem ou não algum tipo de desajuste, problema ou distúrbio.

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