Os
dados das pesquisas com tema: estigmatização dos filhos de mães lésbicas são
ainda contraditórios. Algumas pesquisas apontam que pode estar acontecendo
uma mudança de pensamento, ainda se acredita que as crianças poderão se tornar
homossexuais e terem menos colegas, mas por outro lado as afirmações de que
essas crianças estarão sujeitas a instabilidade dos pais; serem instáveis;
serem precoces e promíscuos em relação à sexualidade foram fracamente encontradas
por Cameron (1999).
King e Black (1999) realizaram uma pesquisa com 338 universitários e estes relacionaram mais problemas comportamentais com os filhos de mãe lésbica, do que com os filhos de mãe separada e heterossexual.
Gartrell, Banks, Reed, Hamilton, Rodas, Deck (2000) apontam que as mães lésbicas de filhos de cinco anos relataram que 87% das crianças se relacionam bem com seus colegas, mas que 18% já experimentaram algum tipo de homofobia de seus colegas ou professores.
O Brasil e os países onde foram feitas estas pesquisas possuem características diferentes, e como o preconceito é algo que varia de país para país e mesmo de região para região, os resultados destas pesquisas precisam ser vistos com cautela. O Brasil muitas vezes é tido como um país sem preconceitos, mas sabemos que ele existe e que é mais velado, mas para sabermos sua exata dimensão e o seu reflexo na vida das mães e filhos seriam necessárias pesquisas aqui.