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Pesquisas científicas
01. OS NOVOS ARRANJOS FAMILIARES


Pai, mãe, dois filhos e um cachorro. Se for isso que você pensa quando ouve a palavra família, pare e olhe a sua volta. O senso do IBGE de 2002 indica que a maioria das famílias não é mais constituída desta forma. 51% delas são formadas por mães solteiras ou divorciadas, pais que criam seus filhos, casais com filhos advindos de outros relacionamentos e famílias cujo casal é do mesmo sexo.

Por algum tempo (e ainda hoje) essas famílias foram chamadas de "famílias desestruturadas", mas o que significa ser uma família desestruturada? Dizer que existem famílias desestruturadas é afirmar que existe um padrão natural e normal de família (essa com pai/mãe/filhos) que seria o melhor ambiente para que as crianças se desenvolvam saudavelmente.

Entretanto, essa família "tradicional", chamada de família nuclear, só surgiu com a ascensão da burguesia industrial do século XIX, que também estabeleceu os padrões de pai-provedor e mãe-cuidadora, ou seja, historicamente as famílias vêm tomando formas diferentes. A família é uma criação humana e mutável que reflete o contexto em que ela está inserida.

O mundo de hoje vem passando por grandes e rápidas mudanças e o mesmo ocorre com o padrão de família, não existe mais um padrão de família, não se pode mais caracterizar uma família como normal, estruturada, tradicional, típica ou com os seus opostos. Surgem novas terminologias como monoparental feminina ou masculina, famílias de produção independente, famílias recasadas, famílias homossexuais masculinas ou femininas... E esse último arranjo de família citado talvez seja o mais polêmico e mais permeado de mitos e dúvidas. A família homossexual feminina será o tema principal deste site e espera-se esclarecer alguns destes mitos e dúvidas com dados científicos para que se possa diminuir o preconceito que ainda impera sobre ela.

O objetivo principal deste site é mostrar que a família homossexual (feminina ou masculina) é diferente, como talvez todas sejam, mas que isso não significa que ela seja melhor ou pior que as outras, apenas diferente. E além, que o desenvolvimento saudável de uma criança (em qualquer família) depende da qualidade dos relacionamentos dos membros da família em que essa criança vive e não da orientação sexual de seus pais.

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