EDUCAÇÃO VERTICAL
A Educação Vertical vigente parece dominar
a inteligência do mundo. O educando identifica seu modo de pensar
e de sentir com as normas e determinações do educador.
Essa adaptação é ratificada pelo poder e autoritarismo
do educador. Educar seria: “conduzir a partir do educador”
Infelizmente, os paradigmas são externos e o educando colabora
com 2O a 25% de suas potencialidades, para executar um projeto que não
lhe pertence.
Torna-se complexo reverter esse quadro, porque o educador é forte
modelo de educação.
O educador atua através do poder. As ameaças e as imposições,
são constantes. E a força do educador reside também,
no emprego do medo fantasioso, da culpa, da dívida, da dúvida,
da simbiose psicológica, da superproteção, etc.
O emprego do imperativo do verbo torna-se constante. A cultura tradicional
é negativa e presta-se como sustentáculo da Educação
Vertical vigente.
O sistema impõe limites como reforço de sua sobrevivência.
O sistema impositivo propaga a violência moral, física,
espiritual, psicológica, etc. e adere às Posições
Existenciais e aos Estados de Ego negativos.
Reforça comportamentos negativos e não atende às
exigências psicológicas do educando. A vivência da
Ética é relegada a fatos secundários. A invasão
dos Espaços Vitais torna-se permanente. E a violência contamina
os campos da convivência humana.
Para uma conclusão próxima da realidade, é suficiente
avaliar os resultados, como conseqüência do esforço
descomunal em prol da educação.
Veremos, então, elementos neuróticos, impositores, submissos
irracionais, loucos, psicóticos, violentos, sem sentido de vida,
esquizofrênicos, incapazes, depressivos, etc. Felizmente, muitos
rejeitaram as imposições e as injunções.
Não se submeteram ao rolo compressor da educação. |