É impossível fugir do trocadilho: fomos, eu e a Mônica, marcar presença em São José dos Ausentes, no feriado da padroeira de nossa cidade, Nossa Senhora do Campo Largo da Piedade, uma sexta-feira.
Ausentes, para os íntimos, fica na divisa entre Santa Catarina e Rio Grande do Sul, nos Campos de Cima da Serra, juntamente com Cambará do Sul, Bom Jesus, os canions de Itambezinho e Fortaleza. Reza a lenda que a Coroa Portuguesa doava estas terras para uma família, para que ela ocupasse a região, mas por serem campos inóspitos, ninguém se interessava pelo lugar, os proprietários sempre estavam ausentes...

Como o tempo pra viajar era exíguo (3 dias apenas), nos concentramos em ir até a localidade de Silveira, a 30 km da sede de Ausentes, mais próximo da divisa com SC, onde fica uma das principais atrações da cidade, o Cachoeirão dos Rodrigues. Reservamos um quarto na pousada do Cachoeirão, nos certificamos que o clima estaria bom, sem chuva, e pegamos a BR 116 logo cedo, rumando a Lages.
Aqui, a Mônica e a Freewind em Rio Negro, divisa PR/SC:

Aqui, já pertinho de Lages, lembramos do nosso amigo Beto, a Mônica aponta a cuia de chimarrão:

Passamos Lages, pegamos a BR 438 rumo a São Joaquim:


Pouco antes de São Joaquim, o Mirante dos Pinheiros:



Almoçamos em uma panificadora, e nos informamos como pegar a estrada para Ausentes. Seguimos a indicações...

...(muita pedra solta na estrada)...

... porém senti que estávamos indo na direção sudoeste... quando deveríamos ir em direção sudeste. Paramos pra perguntar, e descobrimos que estávamos indo a Bom Jesus... retornamos, um caminhoneiro pediu para o seguirmos, até uma bifurcação, que nos levaria a estrada correta. Este atalho tinha mais pedras soltas ainda, aprox. uns 2 km de descida forte:


Aí saímos na estrada correta, com placas indicando Ausentes... o cara da panificadora não sabia de nada mesmo! A estrada estava razoável, mas a paisagem era muito linda!




Aqui a ponte sobre o Rio Pelotas, divisa dos estados:


Logo em seguida à passagem do rio, a estrada de terra melhora sensivelmente, permitindo velocidades entre 40 e 50 km/h (ótimo para uma FW com malas e garupa). Paramos numa placa dando as boas vindas aos Campos de Cima da Serra, e com o mapa da região:

Uma vista do Rio Pelotas:

Passamos pela localidade de Faxinal Preto, onde a paisagem começou a mudar, sumindo a floresta e aparecendo os campos:



Após quase 50 km de terra, chegamos no acesso às pousadas, onde os habitantes locais nos deram boas vindas:

Mais 8 km, e chegamos!!!

Banho tomado, poeira assentada...

...conhecemos nossos anfitriões, D. Rosane e Seo Tonico, que já nos aguardavam. Jantamos, batemos um papo sobre o lugar com os outros hóspedes, Clóvis e Roseana, um simpático casal, e fomos dormir.
No dia seguinte, sábado, 7 graus de temperatura! E muita neblina, a D. Rosane e Seo Tonico tirando o leite para nós:

Bucólica paisagem da manhã:

Com o sol já dissipando a neblina...

... rumamos até o Perau do Índio, e a Cascata do Funil, por dentro da fazenda:

Lá longe o Perau (termo gauchesco para ribanceira)...

... e aqui o Índio:

Aqui na trilha, seguindo Seo Tonico e o simpaticíssimo cachorro collie Fraid:

Aqui a cachoeira:

A Mônica e o casal Clóvis e Roseana, além do Fraid:

Eu...

... tentando imitar a elegância do Fraid, sem sucesso é claro:

Tiramos muitas e muitas fotos é claro, aqui colocamos apenas algumas... todas as paisagens são muito amplas, é difícil colocar no CCD da máquina (antigamente era filme) toda a beleza do lugar... mas isso era apenas um aperitivo pro passeio da tarde.
Almoçamos trutas com molho de alcaparras, vejam que luxo!! Sempre com o atendimento simpático da D. Rosane.
Após breve descanso, fomos até o Cachoeirão dos Rodrigues, que dá nome à propriedade, seguindo uma trilha atrás da casa, atravessando a vau o Rio Silveira:




Após uns 1000 m de caminhada, chegamos! Novamente essas pequenas imagens não fazem juz à beleza e à grandiosidade do lugar:


Para dar uma idéia do tamanho e da altura das quedas, aquele ali sou eu:

Uma vista do vale do rio após as quedas:

Após muitas fotos e banhos na água, começamos o retorno, sempre acompanhados do Fraid:

Ainda nesta tarde fomos conhecer o Rio Divisa, onde há a pesca da truta arco-íris, nas águas geladas e cheias de corredeiras. Fomos a pé no início...




Mas o pôr do sol se aproximava:

Pegamos a motoca para darmos uma última volta pela região:


Não recomendamos pegar a moto e sair assim, no fim da tarde, de bermuda e camiseta... morremos de frio, devia estar uns 14 graus!!
Mais um belo jantar, agora um churrasco gaúcho, e fomos descansar.
Logo cedo, no domingo, umas fotos de despedida, e os agradecimentos por uma estada tão agradável. Aqui os proprietários Seo Tonico e D. Rosane:

E aqui o casal Roseane e Clóvis:

Malas prontas, retornamos pelo mesmo caminho, coisa que não costumo fazer, mas que pela falta de tempo... poderíamos seguir até a sede do município, depois conhecer Bom Jesus e sair em Vacaria, mas preferi não arriscar chegarmos muito tarde em Campo Largo.
A Mônica tirou várias fotos da estrada de terra, mostrando o rípio gaúcho:


Já no vale do Rio Pelotas:


Vista da ponte olhando do RS para SC:

Uma cachoeira já próximo de São Joaquim:

A brava Freewind:

A brava e companheira Mônica:

Passamos o trevo da descida cheia de pedras, e seguimos em frente, para ver onde a estrada chega em São Joaquim, onde nós deveríamos ter começado o trecho de terra da viagem. Alguns km antes da cidade, trechos em preparação para serem asfaltados, o rípio catarinense:


Vista da cidade:

Chegamos pelo lado leste, exatamente do lado oposto donde nos informaram... atravessamos a cidade, que continua feia, sem atrativo nenhum fora o frio, passamos pelo portal...

... fizemos muitas curvas até Lages...


... e aceleramos na reta até Campo Largo...

... onde chegamos no fim da tarde, sem maiores detalhes dignos de nota, 1.060 km percorridos no total, média de 18,88 km/l.
Abraços pro CLAM!! Agora é rumo a Bonito!!!
Gustavo
P.S = veja mais informações sobre Ausentes: www.ausentesonline.com.br