Desestressando em Itá/SC 07/09/2006
Andava estressado... chateado... encheções de saco profissionais... nada melhor do que dar umas voltas de moto!!
Consegui um alvará de soltura da chefe ("Não quero te ver nesse feriado!!"), arrumei a pouca bagagem e parti rumo a Itá, no sudoeste catarinense. Cidade pequena, com história curiosa: fundada no início do século XX às margens do Rio Uruguai, foi transferida morro acima pela construção de uma barragem hidroelétrica. Visita-la foi uma aula de história, geografia e sociologia ao vivo.
Saí, não muito cedo, de Campo Largo, tomando a BR 277 rumo Palmeira e depois São Mateus do Sul. Num passeio pra espairecer, me estresso com o movimento de feriado e a desorganização dos pedágios, além da falta de educação dos motoristas. Só parei pruma foto em União da Vitória, sob a ponte velha sobre o Rio Iguaçu:

Na divisa PR/SC, os campos de Palmas alargam os horizontes:

Cheguei no meio da tarde em Concórdia, onde resolvi estaleirar... cidade bonita e movimentada, belas jovens circulando pelo centro...
Passando direto para o dia seguinte, chego no meio da manhã em Itá (cerca de 45 km adiante de Concórdia), e vou até o mirante do Caracol, onde temos belos visuais da represa e da cidade:



Segui pela estrada de acesso a usina, passando por vários mirantes:

Esta barragem é peculiar pois cada elemento é separado: uma barragem principal, ladeada pelo grande vertedouro, em outro trecho do rio o casa de força, mais além outro vertedouro menor e 3 diques, dispostos ao longo de uma curva do rio... uma engenharia bem interessante.
Percorri o trecho até o final (rodovia estadual que segue até Aratiba/RS), e retornei fotografando os diques e vertedouros da represa:




Neste vertedouro (o secundário), ouvi diversas mensagens por um sistema de alto-falantes: "área de risco", favor não permanecer no local", etc... não notei ninguém "ao vivo" falando isso, deviam ser mensagens gravadas e acionadas por sensores de presença. Mas pôrra!! É uma rodovia estadual, área pública! Quando cheguei havia dois carros de visitantes também... cadê o respeito com os turistas?? O engraçado era o sotaque da gravação: legítimo ítalo-catarina, hehehe
Desci até a casa de força:

Agora sim a grande barragem:

Pena o vertedouro estar fechado, reflexo da seca:




Voltando, ladeando o rio...

... passei pelas termas:

Cheguei ao centro, onde há o monumento que marcou o início de construção da cidade nova (Itá, em tupi, significa "pedra"):

As primeiras construções da cidade nova, os edifícios públicos e de comércio, seguem uma arquitetura moderna mas com elementos característicos da imigração italiana, arcos, tijolos a vista, a volumetria.
A prefeitura:

O centro comercial:

Destoando completamente do entorno, o Centro de Divulgação Ambiental, com as casas-museu ao fundo:

Estacionando a máquina na sombra...

... em frente a uma bela praça arborizada (como toda a cidade)...

... temos a Casa Alberton...

... e a Casa Camaroli...

... que juntas formam o Museu da Cidade, que conta toda a história de Itá, desde a fundação, a relocação, a construção da barragem, etc. Há objetos históricos, fotos e painéis, além da sala de vídeo (diversos títulos abordam de várias maneiras a transformação geográfica a social da região), e a reprodução dum ponto comercial de antes da 2° Guerra, com todos os elementos característicos das "vendas" das pequenas cidades do interior:

Os painéis:


No fim da tarde segui para a Itá Antiga, cujo únicos elementos remanescentes são as torres da velha igreja, submersas pelo lago da usina:



Como citei no início, visitar Itá é uma aula sobre a atividade humana, e o que escrevi é uma apenas um pálido resumo. Somente visitando a cidade e o Museu tem-se a exata noção das transformações pelas quais passaram a cidade e seus habitantes.
O dia todo foi enevoado, prenunciando a chegada duma frente fria... que desabou na região mais a noite, depois do retorno a Concórdia. No sábado já tomei o rumo de casa, entrando em Porto União para chegar até a BR 116, passando por Canoinhas, um caminho um pouco mais longo (uns 40 km) mas sem pedágio!
Aqui, na divisa SC/PR:


Valeu o passeio, voltei desestressado!!
Abraços pro CLAM!!
P.S. = enquanto visitava as torres submersas da Igreja, eu notei que havia um motociclista observando a FW... eu gritei: é mico! hehehe Conheci um educado e simpático dono de outro mico (uma Cagiva Canion), o Elton, de Blumenau, acompanhado da esposa. Trocamos muitas informações e impressões sobre as motos, e na empolgação, nem me toquei de tirar uma foto para colocar aqui... mas Blumenau é perto e podemos fazer uma passeio até lá num fim de semana qualquer. Foi um prazer conhecê-lo Elton!!
Uns passeios do Elton, me enviados por emelho:
D. Francisca http://inema.com.br/mat/idmat076086.htm
Gramado http://inema.com.br/mat/idmat070212.htm
Piraí do Sul http://inema.com.br/mat/idmat068055.htm
União da Vitória http://inema.com.br/mat/idmat064850.htm
Serra do Rio do Rastro 1 http://inema.com.br/mat/idmat074402.htm
Serra do Rio do Rastro 2 http://inema.com.br/mat/idmat074405.htm