A Amizade em Francisco Beltrão 21/04/2006
Em 2002 fui a Foz do Iguaçu para um evento do CREA-PR, passando por Francisco Beltrão. Através dum debate na internet, que eu participava na época, pedi auxílio para um motociclista da cidade, o Andrei, para me indicar um hotelzinho barato. Com uma simpatia e generosidade que eu nunca tinha visto, este Motociclista (agora com "M" maiúsculo) me recebe em sua casa, juntamente com sua amável esposa Patrícia. Oferece-me pouso, me mostra a cidade, me permite dar uma volta em sua Virago 535 (e ele acompanha com minha CB500), me indica o melhor caminho a seguir, enfim, conquista a minha admiração e amizade.
Mantivemos contato esporadicamente, por aquele debate, depois por email.
Eis que a menos de um mês, o Andrei me manda email perguntado sobre a Freewind, pois ele estava pensando em trocar de moto. Atualmente com uma GS 500, ele pretende retornar ao segmento das trail e derivadas, pois já foi proprietário duma Sahara. Não vou colocar aqui todas as informações que lhe passei, pois a FW é simplesmente "A Motocicleta", sendo sinônimo de moto ideal, hehehehe
Com o feriado de Tiradentes se aproximando, arranjei uma boa desculpa para visitar Frabncisco Beltrão novamente: levar a FW pro Andrei ver!!
Saímos cedo com tempo fechado, a neblina típica desta época do ano:

Escolhi seguir pela BR277 até São Mateus do Sul (passando por Palmeira e São João do Triunfo) para fugir do trecho esburacado entre a Lapa e São Mateus.
Paradinha no restaurante Girassol, em Palmeira, já com a neblina dissipada:

Essa viagem também foi a estreia do conjunto Givi na FW, adaptado dias antes pelo nosso amigo "Mago dos Ferros" Vilmar.
Pouco antes de União da Vitória, trânsito parado pelas obras na cabeceira da ponte sobre o rio Iguaçu:



Neste trecho já observamos as nuvens da frente fria (alardeada pelas moças do tempo) se aproximando, e pegamos a chuva próximo a General Carneiro, quando paramos prum café e abastecimento.
Pegando a BR 280 para Palmas, a chuva parou e estacionamos para admirar os geradores eólicos. Sofremos neste trecho com o vento, que sopra forte nestes campos; e já avistávamos ao longe mais chuva, tempo escuro, fechado:

Maravilha da tecnologia, nas fotos seguintes eu caprichei nos controles do "fotoxopi" para clarear as imagens:



Ter uma companheira de viagem como a Mônica é uma benção!! Qualquer outra mulher já estaria reclamando, do frio, da chuva, da luva molhada.... a Mônica não, pra ela está tudo sempre OK:

(mas eu vou presenteá-la com uma par de luvas impermeáveis, ela merece!!)

Seguimos viagem, sempre sob chuva, ora mais forte, ora mais fraca. Almoçamos sanduíches em Clevelândia (já passava das 2 da tarde), e chegamos em Beltrão quase 5 horas. O Andrei nos resgatou e levou pra sua casa (desta vez eu fui cara de pau e já tinha avisado que ficaríamos na casa dele mesmo!! hehe)
O sábado amanheceu com céu limpido, e fomos passear até a Argentina, cidade de Bernardo de Irigoyen, fronteira seca com Barracão (PR) e Dionísio Cerqueira (SC).
A Mônica fez questão de se identificar no país hermano:

Os gringos ainda se iludem!! Leia a placa:

É uma cidade pequena, apenas uma rua principal com pequenos comércios de produtos de 1° necessidade (cerveja Quilmes, alfajores, batatas fritas em tubos de papelão...) e "la Casa de Juegos":

Os produtos da indústria automobilística local são avançados, como o Escort Zetec (do qual sou feliz proprietário), e este aí, o Fiat Seicento:

Almoçamos em Barracão, e retornamos a Beltrão. Antes de irmos à Argentina havíamos passado pelas lojas de moto da cidade, querendo ver, por exemplo, a Bandit 650. Mas a revenda estava expondo na feira de Itapejara do Oeste, a 30 km sentido norte. Chegando lá, vimos apenas um punhado de gente e alguns carros estacionados... daí descobrimos o porquê: R$ 7,00 pra entrar!!! Deixei de trocar minha Freewind numa novíssima B650 por causa deste assalto na entrada da feira. Humpf!!!
Estava anoitecendo quando o Andrei quis fazer o test-ride na FW (já estava pensando que ele não tivesse gostado da moto por causa da sujeira):


Eu acompanhei na GS, pra matar a saudade dum bicilíndrico:

Rodamos pelas rodovias próximas, onde o Andrei constatou todos os atributos da FW, que eclipsam as demais motos existentes no Brasil il il il il !!!
No domingo acordamos tarde, não vimos o Autoesporte, preparamos a churrasqueira, e discutimos as ofertas da revista SóMoto. Mas era hora de voltar... já tínhamos enchido muito o saco de nosso anfitrião e a paciência de nossa anfitriã:

Saímos após o delicioso churrasco, pegando a estrada até Saudade do Iguaçu...

... para chegarmos na represa de Salto Santiago:

Com seis grupos geradores, a represa fica no Rio Iguaçu, e nos tira o fôlego por causa da paisagem bonita do local e da engenharia empregada para extrair mais de 1.400 MW da força do rio e da gravidade. Mas tudo isso torna-se apenas moldura ao enquadrar a beleza da Mônica nas lentes da W1:


Seguindo algumas centenas de metros, chegamos na ponte sobre o leito original do Rio Iguaçu, onde foi erguida a barragem e o vertedouro:



Novamente, uma bela moldura para a Mônica:

Já neste caso, a bela paisagem ajuda a evidenciar a falta de fotogenia:

Seguimos pela estrada...

... e chegamos a Guarapuava, onde pernoitamos (aqui os campos do 3° Planalto):

Saímos cedo, pra chegar em Wide Field ainda pela manhã, pois o trabalho nos esperava.
Queremos, eu e a Mônica, agradecer ao casal Andrei e Patrícia pela amizade e pela enorme gentileza em nos receber em sua casa. Aguardamos vocês para uma visita a Campo Largo, onde poderemos retribuir toda a amizade que só o motociclismo pode nos proporcionar.
Muito obrigado a todos os amigos!! Abraços!!