Uma B12 na Serra do Rio do Rastro 15/12/04
Eu conheço a Serra do Rio do Rastro a muitos anos... já fui de carro, de moto, de Fusca... mas a Mônica não conhecia, e eu queria rever a serra... em janeiro deste mesmo ano, fomos até Urubici conhecer o Morro da Igreja, e planejávamos passar na SRR, mas não foi possível. Então fomos em dezembro de 2004.
Moto revisada, saímos de casa com o tempo abrindo:

Odômetro marcando 41 mil km:

Paramos no Moinho da Oma, em Joinville, pra esticar as pernas:

Sempre paramos no Museu dos Açores também, já próximo a Florianópolis, é um lugar muito agradável e vale a visita:


Passando Floripa, pegamos a BR 282, que segue até Lages. Subimos por uma serra muito bonita:

E bem no alto da serra há um mirante e belas paisagens:


Resolvi tentar chegar ao mirante, pois só eram dois km de estrada de terra, porém logo no começo há um trecho muito íngrime, e o Pilot Road traseiro não conseguiu transmitir a força dos 4 canecos pro chão... tivemos que abortar a subida:


Que dó da Mônica... preu manobrar a B12, tivemos que tirar as malas e a Mô teve que descê-las até o asfalto:

Por isso que eu tenho hoje uma Freewind!! Ainda quero subir nesse mirante!!
Retomamos o asfalto. Outra foto da BR 282:

Descemos algumas dezenas de metros de altitude até Alfredo Wagner e Bom Retiro. Chegamos até o acesso à Urubici, tendo que subir a serra do Panelão:


Visual muito bonito, e muitas curvas, algumas bem fechadas:


Chegamos em Urubici no meio da tarde, estaleirando na Pousada do Coqueiro, onde fomos bem recebidos pela D. Marlete.
No dia seguinte, após um belo café da manhã, fomos a Cascata do Avencal. Nova tentativa frustrada de uso Off-Road da B12!!


Na verdade, o acesso à cascata é fácil, tendo apenas alguns trechos de pedras soltas e um pouco maiores, que exigem cuidado. Eu sei que a Bandit não é a moto ideal para acessar esses lugares, mas eu estava a fim de visitar essa cascata desde o início do ano, quando percorremos outras estradas de terra com a B12 sem maiores problemas. Mas neste caso informações desencontradas (uns diziam que era 2 km de estrada, outros mais de 8 km...), e estes trechos mais enroscados acabaram por me fazer desistir e voltar:


Já estava fazendo calor, e estávamos cheios de blusas, por causa do frio da manhã:

Saímos pro asfalto novamente, subindo a SC430, o Caminho das Neves, que leva à São Joaquim e à SRR. No mirante, o desastre!! A Mô derruba seu capacete e a viseira parte-se em dois pedaços... óia a cara de braba dela!!

Eu não me estressei, pois meu capacete estava com a viseira novinha, novinha!!

A Mô teve que ir sem viseira, e torcemos pra nenhum guarda implicasse.
A SC 430 é uma estrada simplesmente belíssima!!! Curvas, curvas e mais curvas, asfalto lisinho, perfeito!! Em muitos trechos dá vontade de ir e voltar, só pra curtir mais o prazer de inclinar a moto, emoldurados pela paisagem da serra catarinense:






Raridade: uma reta!!


Chegamos à SC 438 e pouco antes do início da SRR, paramos pra almoçar em uma churrascaria a beira duma cascata:





Ahhh!! Serra do Rio do Rastro!!!





Descendo, mais fotos que dispensam legendas e comentários:






Já bem na base da serra, há uma curva muito boa para se tirar fotos radicais (radicais para mim, braço duro...). Montei uma sequência:

Descemos até Lauro Muller, abastecemos a B12 e retornamos, parando ainda pra algumas fotos:



Aqui no quiosque do Amim (o sósia do governador), eu examinei a suspensão traseira, procurando por um barulho da corrente, e me assustei com o desgaste irregular do pneu:


Procurei alguma coisa que pudesse estar raspando no pneu, mas não encontrei nada. Subimos devagar e o barulho, uns "tecs-tecs" a cada volta da corrente, aumentava. Em uma das curvas resolvi tirar a tampa do pinhão, pra analisar o estado, mas estava tudo ok. Mexendo na balança, notei uma folga lateral, e cheguei a conclusão que, ao acelerar, a balança torcia e a corrente desalinhava em relação ao pinhão.
Fui tocando devagar até Urubici, no plano diminuindo bastante o barulho.
Ainda paramos para tirar umas fotos de fim de tarde, quase em Urubici, tendo a Cascata do Avencal ao fundo:


Essas fotos são pra lembrar como essa Cascata é bonita, e que agora poderi chegar até ela com a Freewind... apenas uma desculpa para retornar a essa região catarinense!!
Retornamos a Campo Largo de forma tranquila, apesar do barulho na corrente. Depois descobri que a folga na balança foi provocada pelo rolamento esquerdo que engripou e comeu toda sua base. Eu mesmo troquei logo em seguida à viagem, mas tive que morrer em R$ 185,00 pelas peças...



Só peças originais!!

Mas o conserto ficou jóia!!

Poucos meses depois acabei vendendo a B12, que hoje tem como feliz proprietário nosso amigo Juliano. Viu, Juliano, como a B12 não caiu do ferry-boat?? hehehehehe