Tesãozinho De Moto – 13 Tílias - 12/10/2004 - 3° Parte

Acordamos cedo no 3° dia, com tempo nublado, mas firme.... o tempo certamente iria abrir ao longo da manhã. Seguimos pra Fraiburgo, outra cidade famosa mas absolutamente sem graça, não que seja feia, mas nada havia pra fotografar... o principal atrativo são as vastas plantações de maçã, que pudemos apreciar no portal:

 

Seguimos até Lebon Régis, depois pegamos uma rodovia nova até Curitibanos, onde passamos por paisagens bonitas, e asfalto muito bom. Confesso que eu não me lembro porque não paramos pra tirar fotos.... não estávamos com pressa. Acho que tudo era tão uniformemente bonito, que nada se destacava, a paisagem era nivelada por cima, hehe, e só mantínhamos uma velocidade baixa.... 80, 90 km/h.... enfim, bobeira, paisagem inebriante, sei lá!!!

Após passar por Curitibanos, chegamos na BR 470. Cruzamos a BR 116, e descemos uma serrinha até Pouso Redondo, onde paramos pra almoçar:

 

Passamos por Rio do Sul, e pegamos a rodovia para Aurora e depois Ituporanga, terra da cebola. Nessa estrada, ladeávamos o rio Itajaí do Sul, e paramos em uma ponte pênsil, só para pedestres:

 

Uns quilômetros depois, outra ponte pênsil, só que pra veículos leves também... é o efeito Hercílio Luz (a ponte de Florianópolis), hehehe

 

Seguimos, pela estrada cheia de curvas, bom asfalto. Um pouco depois de Ituporanga, avistamos uma barragem no rio, a uns 500 m do asfalto, e eu, como admirador das grandes engenharias, apontei pro meu irmão, e fomos conferir:

 

A placa indicava manutenção, por isso o nível de água bem baixo:

 

No trecho de terra, notei o bauleto da Intruder balançando muito... fui dar uma olhada: dois parafusos do suporte tinham desaparecido!!! Sorte, se é que existe sorte num caso desses, que foram os dois parafusos do mesmo lado. Se fosse um de cada lado, toda a estrutura giraria num eixo e quebraria a lanterna traseira.

E agora??? Eram parafusos 8 mm... tirei as ferramentas, matutei um pouco, resolvi tirar um dos parafusos da bengala dianteira da TDM (são quatro), e vi que servia, pelo menos até achar uma oficina.

Paramos numa "venda", que é o nome que se dá aos estabelecimentos interioranos que vendem de tudo um pouco... mas não tinha parafusos do mesmo tipo, só pra madeira. Aproveitamos pra tomar um refrigerante.... à frente da venda, podíamos ver as montanhas, que pertencem ao mesmo maciço da Serra do Rio do Rastro, em sua parte norte:

 

Mais uns quilômetros, passamos por um posto, que tinha uma oficina mecânica.... não notei que o Rodrigo entrou no posto (ele me disse que buzinou, piscou o farol, mas eu não percebi), toquei direto. Percebendo um quilômetro depois, retornei e trocamos os parafusos, ficando tudo em ordem.

Próximo de Arnópolis e Catuíra, começamos a subir, pelo vale do rio, e a paisagem que já era bonita, ficou linda!!!

 

Aqui "puxei o zoom" da máquina para mostrar a cascata e a casa de um feliz cidadão que desfruta da paisagem deslumbrante do vale:

 

Chegamos em Alfredo Wagner, no entroncamento com a BR 282, que liga Floripa a Lages:

 

Subimos um morro, seguindo indicação duma placa de um parque de exposições lá no alto, mas estava fechado. Valeu porque pudemos apreciar uma ampla visão do vale, e das nuvens do mar que sempre no fim da tarde avançam pelo continente:

 

Pegamos a BR 282 em direção ao litoral, e daí pra frente, só subida, e a temperatura caía vertiginosamente... mais alguns quilômetros e a neblina tomou conta de tudo!!! Ficamos gelados... um trecho de quase 40 km que parecia nunca acabar!!!

Quando chegamos em Rancho Queimado, no trevo para Angelina, paramos um pouco para nos aquecer, e apreciar o visual "europeu":

 

Estávamos envoltos na neblina... mais 13 km até a cidade, e paramos no Hotel Sens, onde descarregamos as coisas e esperamos o café colonial, simples, mas delicioso. Já eram quase 7 da noite, fomos dormir....

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