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< Anterior .... Próxima > A Tarde – 19/6/2005 – Local, pág. 6 Cineastas chamados para negociar Ceci Alves O anúncio do afastamento de Jamison Pedra por 15 dias do cargo de Diretor de Artes Visuais e Multimeios e das demissões da coordenadora técnica Diana Gurgel e do gerente Carlos Paiva surpreendeu o setor audiovisual baiano. Publicada no Diário Oficial do Estado de ontem, a portaria do gabinete da Fundação Cultural do Estado (Funceb) encerrou a confusa semana de manifestações em repúdio à censura do vídeo O Fim do Homen Cordial, do videasta Daniel Lisboa. Com dois minutos e 25 segundos, o vídeo causou polêmica ao fazer ficção sobre um possível seqüestro do senador Antônio Carlos Magalhães. Quem substituirá Jamison - em licença médica - será o artista plástico, cineasta e vice-presidente da Associação Baiana de Cinema e Vídeo (ABCV) Francisco Liberato, que assume, em suas próprias palavras, a função de "pacificador". “O Jamison está realmente doente e minha função durante esse período será me reunir com a ABCV o mais rápido possível para intermediar uma solução para a crise”, disse Liberato. De acordo com o diretor interino, a abertura das salas Alexandre Robatto e Walter da Silveira, bem como a Galeria Pierre Verger, está condicionada à realização dessa reunião. “Das propostas apresentadas pela ABCV na reunião, sairá um documento a ser levado ao diretor-geral da Fundação, Armindo Bião. O que se quer é negociar um denominador comum, que seja um acordo bom para o cinema baiano e para a Funceb”, argumentou Liberato. O presidente da ABCV, José Araripe Jr., informa que a reunião com Liberato será amanhã, às 15 horas, ainda sem local definido. “O papel da Associação, nesse momento, é servir de intermediadora entre o Núcleo Contra a Censura e o governo e fazer a interlocução entre o movimento e os censores”, salientou Araripe. Entre os pontos levantados pelo Núcleo e que será levado à reunião, o presidente da ABCV destacou: o fim da censura: o afastamento dos censores, que, na visão do núcleo, seriam Jamison Pedra e Armindo Bião: exibição de “O Fim do Homem Cordial” no espaço da Dimas; retratação pública pela censura; abertura de diálogo com o governador para discussão de outras questões relativas à política do audiovisual, como os editais de produção de cinema e vídeo; e a readmissão de Diana Gurgel e Carlos Paiva. Diana Gurgel não quis fazer declarações, mas fontes próximas à cineasta e produtora afirmaram que ela soube da demissão pelo “Diário Oficial”. Jamison Pedra disse apenas; “ Tenho ordem para não dar nenhuma declaração. Tenho que obedecer a certas diretrizes, e tudo o que sair sobre a Fundação tem que ser via assessoria de comunicação. Eu nem sabia do “Diário Oficial”. Procurados pela reportagem, Carlos Paiva e Armindo Bião não
foram encontrados. “Bião se pronunciará a tempo
e a hora” resumiu um de seus assessores. |
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