HISTÓRIA DA CIDADE
Biografia do
Barão de Cocais
O
Barão de Cocais - José Feliciano Pinto Coelho da Cunha - nasceu em
1802 na Fazenda da cachoeira, dois quilômetros da vila colonial de Cocais,
fundada pelos seus ancestrais maternos. Filho do brigadeiro Antônio Caetano
Pinto Coelho da Cunha, ele foi enviado pelos pais para estudar no Rio de
Janeiro, onde acabou ingressando no Exército Imperial, alcançando a patente de
Tenente Coronel. Obteve sólida educação palaciana, chegando a ser camareiro
da família imperial e, como fidalgo, recebeu o título de Cavaleiro e
Comendador da Ordem Imperial de Cristo.
Em 1819, casa-se por procuração com Anthonia Thomasia de Figueiredo Neves na
capela de Santa Quitéria, em Catas Altas do Mato Dentro. Do enlace matrimonial
teve cinco filhos, nascidos na sua residência da Quinta da Boa Vista, no Rio de
Janeiro. Em 1822, participa do movimento da Independência do Brasil e, em 1830,
elege-se Deputado Geral do Império, em sucessivas legislaturas até 1848. Em
1833, torna-se empresário ao fundar a Companhia de Mineração Brasileira da
Serra de Cocais, em associação com os ingleses da National Mining Co., sediada
em Cocais. O regente Feijó, em 1835, nomeia-o governador da Província de Minas
Gerais e em 1840, vota a maioridade de D. Pedro II.
Em 1842, é aclamado governador interino de Minas Gerais, em Barbacena,
aceitando ser Comandante-Chefe da Revolução Liberal de Minas, ao lado de Teófilo
Otoni Limpo Abreu, Cônego Marinho e outros. Como estrategista militar, vence
todas as batalhas, mas resolve recuar no quartel-general de Santa Luzia, para
atender o pedido de pacificação do Duque de Caixas, que o visita na Vila de
Cocais. Cassados os seus direitos políticos, dois anos depois e anistiado, e
reelege-se Deputado Geral de 1844 a 1848. Devido a sua lealdade à Coroa
Brasileira, D. Pedro II resolve titulá-lo Barão, com grandeza em 1855. O
venerando político e empresário, no final da vida foi acometido de
tuberculose, vindo a falecer no dia 9 de julho de 1869, sendo sepultado no
interior da Igreja de Santana, em Cocais. (Biografia feita pelo jornalista e
historiador Leon Smar)
Síntese
Histórica da cidade de Barão de Cocais
Barão de Cocais, cidade conhecida nacionalmente como “Portal do Caraça”,
foi fundada no dia 29 de agosto de 1704, pelo bandeirante português, Manoel de
Bitancur da Câmara. Ele descobrira o lugar depois de descer o Rio São João, a
partir do Povoado do Socorro. O nome primitivo, São João do Presídio do Morro
Grande, foi porque o arraial nasceu no sopé de um extenso morro e por isso,
ficou conhecido como Morro Grande.
O historiador Waldemar de Almeida Barbosa no seu Dicionário Histórico - Geográfico
de Minas Gerais” afirma que os bandeirantes decidiram se fixar no lugar porque
encontraram “boa pinta”, ou seja, descobriram novas minas de ouro. A notícia
do metal amarelo abundante atraiu novos elementos, casas foram edificadas ao
longo das voltas do rio, surgindo assim o bairro de Macacos, núcleo principal
de Morro Grande. Nele se destacava uma única rua, sendo sucessivamente
denominada de Macacos, Chafariz, Largo, Canto e Fim, hoje com os respectivos
nomes atuais: São Benedito, Três Bicas, Praça da Matriz, Rua São Manoel e
Avenida Getúlio Vargas.
Em 1713, foi construída a Igreja de São João do Presídio (nome dado ao Santo
que carregava a sua própria cabeça numa bandeja, após ser cortada na prisão
a pedido de Salomé) cuja imagem foi colocada no altar-mor. No dia 31 de janeiro
de 1729, era nomeado o padre Antônio Furtado de Mendonça, pároco da Matriz São
João do Presídio do Morro Grande. Significava que a paróquia fora criada por
visitadores do Rio de Janeiro. Por provisão episcopal de 1749, foi instituída
a paróquia, confirmada colativa por alvará régio de 16 de janeiro de 1752,
sendo o primeiro vigário, padre Antônio Manuel da Rocha Pita. Em 1764, teve início
a construção da atual igreja-matriz São João Batista do Morro Grande,
primeiro projeto arquitetônico de Aleijadinho, que esculpiu a imagem de São João
na porta de entrada e projetou o conjunto da tarja do arco-cruzeiro no interior
da igreja. Foram gastos 21 anos para a conclusão da Matriz, que foi inaugurada
em 1785.
Em 1802, foi ali batizado o patrono do município Barão de Cocais Tenente
Coronel José Feliciano Pinto Coelho da Cunha, que foi Deputado do Império de
1830 a 1848, Governador de Minas em 1835 e Comandante Chefe da Revolução
Liberal de 1842, quando entra para a história do Brasil.
O alvará régio de 1752 e a Lei nº 2 de 14 de setembro de 1891, criou o
distrito com a denominação de São João do Morro Grande. Com a implantação
da Usina Morro Grande, em 1923, o lugar toma impulso.
Em 1938, o nome do distrito foi reduzido para Morro Grande. Através do
decreto-lei estadual nº 1058 de 31 de dezembro de 1943, é emancipado o
distrito de Morro Grande, que se separa de Santa Bárbara, passando a chamar-se
Barão de Cocais. Hoje a cidade é próspera, em franco desenvolvimento, com várias
empresas se destacando na cidade como Gerdau, Cia Vale do Rio Doce (a sua
maior mineração ,Brucutu,se encontra na região). ...Continua