ARTIGOS

      

Ford Versailles/Royale

    Texto: Rogerio Hayama       

Edição: Heitor Nunes 

Ford Versailles/Royale

 

O Versailles foi lançado em julho de 1991 com o objetivo de ocupar a vaga de carro top de linha deixada pelo Ford Del Rey. Derivado do Novo Santana, lançado em abril de 1991, diferia deste nos seguintes detalhes:

-         Grade dianteira;

-         Faróis e lanternas;

-         Pára-choques;

-         Desenho da tampa do porta-malas;

-         Rodas de liga leve;

-         Painel de instrumentos;

-         Volante;

-         Manopla da alavanca do câmbio;

-         Tecido dos bancos;

-         Encosto de cabeça inteiriço ao invés de vazado;

-         Console.

Inicialmente o Versailles era oferecido somente com duas portas, nas versões GL (motor AP-1800 ou AP-2000) a álcool ou gasolina e Ghia (motor AP-2000 ou AP-2000i), sendo que o motor AP-2000i era equipado com injeção eletrônica analógica Bosch LE-Jetronic e disponível apenas à gasolina.

O Versailles era produzido na fábrica da VW, em São Bernardo do Campo – SP, dividindo a linha de produção com o Santana. Mecanicamente, o Versailles é igual ao Santana, diferindo no acabamento e no emblema Ford na carroceria.

Em fevereiro de 1992 chega ao mercado o Versailles 4 portas. A perua Royale chega em abril de 1992, oferecendo apenas 2 portas. Rumores internos diziam que era por uma imposição da VW para a Royale não roubar compradores da Quantum. Outra versão dizia que foi uma estratégia da Ford, já que as antigas peruas da marca (Belina e Scala) sempre tiveram 2 portas e mesmo assim tinham o seu consumidor fiel.

De qualquer forma, a Royale era um avanço significativo em relação às suas antecessoras, já que vinha tão bem equipada quanto o Versailles, tendo as mesmas versões e motorizações oferecendo assim, uma dirigibilidade superior.  1992 foi o ano em que foi introduzido o catalisador, diminuindo a emissão de poluentes.

Já em 1993 a linha Versailles recebe novos comandos de ventilação interna e carburador eletrônico para as versões movidas à gasolina. A versão GL 2.0 passa a ter injeção eletrônica Bosch LE-Jetronic como opcional.

Para 1994, a linha Versailles recebe a opção da injeção digital Ford EEC-IV (Electronic Engine Control) singlepoint para as versões com motor AP-1800, a álcool ou à gasolina e Ford EEC-IV multipoint para as versões com motor AP-2000 a álcool ou à gasolina. O carburador eletrônico passa a ser oferecido para as versões com motor a álcool. Novos bancos, forrações internas e rodas de liga leve complementaram as modificações nesse ano.

Para 1995, a maior novidade foi a inclusão da versão 4 portas da Royale. Nova grade dianteira, de formato ovalado, coluna traseira da mesma cor da carroceria, novo volante, novo grafismo do painel de instrumentos, aerofólio traseiro incorporado na versão Ghia e novas molduras das lanternas completaram as modificações.

 O problema maior foi o processo de canibalização dentro da própria marca. A Ford passou a importar o Mondeo, fabricado na Bélgica e o Taurus, fabricado nos Estados Unidos. No câmbio da época, o dólar era cotado a R$ 0,87. Sendo assim, o Versailles disputava a mesma faixa de preço tanto com o Mondeo quanto o Taurus, que eram carros mais sofisticados e modernos.

Para se ter uma idéia, o Versailles Ghia completo custava na época em torno de R$ 38.000,00. Já o Mondeo, igualmente completo, custava R$ 34.000,00. O Taurus custava praticamente o mesmo preço do Versailles.

Tentando solucionar o problema, a Ford reduziu os preços da linha Versailles em 15 %, com resultados não muito satisfatórios.

Sem muitas modificações, 1996 foi o último ano de produção do Versailles e da Royale, mesmo com boa parte dos proprietários satisfeitos com o veículo.

 

 

 

   

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Versailles

Royale

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