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ARTIGOS
Volkswagen
Logus/Pointer
Texto:
Heitor
Nunes
Edição:
Rogerio Hayama
1
– Volkswagen Logus
Com
a renovação da linha Escort, chamada de Mk V (1993-1996), ou popularmente
de “Sapão”, a Autolatina lançou uma versão três-volumes do Escort
com emblema VW. Desenhado nos Estúdios Ghia, na Itália e finalizado na VW
Brasil sob a supervisão de Luiz Alberto Veiga, o carro foi denominado VW
Logus.
O
VW Logus foi lançado em março de 1993, nas versões CL 1.6 (motor
AE-1600), CL 1.8 (motor AP-1800), GL 1.8 (motor AP-1800) e GLS 1.8 (motor
AP-1800), podendo ser a álcool ou à gasolina. Para as versões equipadas
com motor AP-1800 à gasolina, o carburador era eletrônico. O carro
compartilhava a linha de montagem do Escort, sendo montado na fábrica da
Ford em São Bernardo do Campo - SP. Seu design era moderno para a época,
onde a traseira no estilo “high deck” estava em alta. A aerodinâmica
também merecia aplausos: Cx de 0,33, um índice bem baixo e ainda atual até
mesmo nos dias de hoje.
Uma
das características marcantes foi à introdução do câmbio MQ, com
engates feitos por cabos ao invés do tradicional sistema por varão. Essa
característica deixava os engates mais macios e precisos.
Mesmo
se destacando em silêncio e suavidade de rodagem, o Logus não escapou de
críticas. A barra estabilizadora da suspensão dianteira se soltava do seu
encaixe em curvas feitas em alta velocidade, problema semelhante ao do
Escort. Outra crítica era a falta de desempenho do carro, tendo em vista o
seu elevado peso e também pela relação de marchas excessivamente longa.
Em contrapartida, essa característica deixava o carro econômico e com
baixo nível de ruído. Mesmo assim, eram características incompatíveis
com as exigências da maioria dos compradores de veículos VW, que prezam a
agilidade em primeiro lugar.
Sendo
assim, na linha 94 o diferencial foi encurtado em 14%, resolvendo em boa
parte o problema da falta de fôlego nas retomadas, sem muito prejuízo ao
consumo. A versão GLS ganha um reforço maior para melhorar o desempenho:
o motor AP-2000. Todas as versões
com motor AP-1800 e AP-2000 ofereciam carburador eletrônico, nas versões
a álcool ou gasolina.
Para
1995, o motor AE-1600 deixa de ser oferecido para a versão CL, dando lugar
ao AP-1600. A novidade também estava na oferta de injeção eletrônica
digital para todas as versões e motorizações, sendo Ford EEC-IV
monoponto para as versões com motores AP-1600 e AP-1800 e Ford EEC-IV
multiponto para a versão GLS, equipada com motor AP-2000. As versões
passam a ser denominadas CLi, GLi e GLSi.
Em
1996 as versões oferecidas passam a ser 1.6i, 1.8i e Wolfsburg Edition,
equipada com motor AP-2000. A versão básica (1.6i) passa a ter vários
opcionais inéditos oferecidos, dentre os quais: trio elétrico,
ar-condicionado e direção hidráulica. Novos faróis completaram as mudanças
nesse ano.
Mesmo
após o fim da Autolatina, que foi em 1996, houve alguns raros modelos 97
fabricados. Estava encerrada a produção do Logus, um carro que marcou época
pelo seu design elegante e pela boa aceitação do consumidor, mas que
infelizmente acabou sucumbindo juntamente com o Escort Mk V, que foi
substituído no mesmo ano pelo Escort Mk VI (1997-2003).
2
– Volkswagen Pointer
Também
desenvolvido sobre a plataforma do Escort Mk V, o VW Pointer foi
apresentado à imprensa especializada em outubro de 1993. Era oferecido nas
versões CLi (motor AP-1800), GLi (motor AP-1800 ou AP-2000) e GTi (motor
AP-2000), sendo que as versões com motor AP-1800 vinham com a injeção
eletrônica digital singlepoint Ford EEC-IV
e as versões com motor AP-2000 equipadas com a injeção eletrônica
analógica Bosch LE-Jetronic. Assim
como o Logus, o Pointer também dividia a linha de montagem com o Escort,
seu irmão de plataforma.
Seu
design foi muito elogiado por toda a imprensa especializada, sendo
considerado um dos carros mais bonitos já lançados no Brasil.
Diferentemente do seu irmão Logus, o Pointer era um hatchback esportivo
com unicamente a opção das 4 portas, ao contrário do Logus, que era um
sedã 2 portas.
Porém,
como nada é perfeito, críticas foram feitas para a relação curta da
quinta marcha, elevando o nível de ruído e limitando a velocidade máxima
do carro.
Para
corrigir isso, a Autolatina alongou a relação da quinta marcha e também
introduziu a injeção digital multiponto digital Ford EEC-IV para a versão
GTi, o que melhorou o desempenho, nível de ruído e consumo.
A
linha 95 não apresentou grandes novidades, com a exceção da opção de pára-choques
da cor do carro nas versões CLi e GLi e novas padronagens
dos bancos.
1996
foi o último ano de fabricação do Pointer, A versão GTi ganha novas
rodas, novas forrações internas, volante e manopla do câmbio em couro.
Com o casamento entre Ford e VW indo mal das pernas, a produção do
Pointer foi suspensa em agosto desse mesmo ano.
Assim
como o Apollo, o Pointer é um carro muito malvisto no mercado de usados,
devido a problemas que macularam a sua imagem, tais como: vidro traseiro
que se soltava e problemas de rigidez estrutural que atingiram as primeiras
unidades fabricadas.
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Clique nas fotos para ampliar:
Logus

Foto Inédita: Apresentação do
Logus a imprensa em Dezembro de 1992 no Jockey Club de São Paulo.








Pointer


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