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Alvinopolense x Industrial - Dia 30/04/2005 - A revanche de 2005 |
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Alvinopolense x Industrial . A revanche. Dia 30/04/2005 Após muita catimba, intrigas e provocações durante a semana, aconteceu a tão esperada revanche de Alvinopolense x Industrial, no reformado estádio Anastácio de Souza. A expectativa era grande devido aos acontecimentos, diga-se de passagem condenáveis, no jogo de ida, quando aconteceram alguns incidentes. Novamente a cidade parou. O jogo foi marcado para sábado no dia 30 de abril , devido às comemorações do primeiro de maio, aniversário de fundação do Industrial. Por exigência do ISC, a diretoria do AFC contratou para a segurança do evento 15 policiais. A segurança precisava ser reforçada para dar tranquilidade aos torcedores. Os bares da cidade ficaram lotados mais uma vez. No Ninho da Águia o clima era de tensão e expectativa. Já na Baixada, os torcedores azuis estavam mais confiantes numa nova vitória. Finalmente foi chegando a hora do jogo. Bilheteria lotada, numa renda que ultrapassou os 1.000,00 reais. O Estádio Anastácio de Souza, recém reformado, estava completamente tomado de preto e branco. Um fato inusitado era que, durante a interdição do Estádio, várias casas foram construídas ao redor do campo. Essas casas estavam lotadas, como verdadeiros "camarotes" dos torcedores. Equipes em campo debaixo de muitos foguetes. Para dar o chute inicial deste grande clássico, foi convidado o Presidente da Assembléia Legislativa de Minas Gerais, o Deputado Mauri Torres, que com seu correligionário e ex-Prefeito, Marcinho, prestigiaram o evento. O jogo Bola em jogo, alegria do povo! Já dizia o grande narrador Alberto Rodrigues. No primeiro tempo as equipes estavam muito nervosas e o jogo foi tenso. Vários chutões e muita correria. Apenas um lance de perigo, quando o atacante Max do Industrial, acertou a trave do goleiro Evandro, num chute de longe. Por pouco a torcida azul não fez a festa. Já no segundo tempo o jogo foi bastante movimentado. Com a entrada do atacante André, o AFC partiu pra cima, deixando os contra golpes para o Industrial. Levados pela inexperiência e pela força da torcida alvinegra, vários jogadores do Alvinopolense abusaram das jogadas de efeito, porém sem objetividade. Este fato provocou o crescimento do Industrial, que passou a comandar o jogo e abriu o placar aos 13 minutos. Numa arrancada de muita habilidade do meio campo Marlon, aconteceu o penalty. Muitas reclamações por parte do AFC de que a falta teria ocorrido fora da área. Rildo, com muita tranquilidade e experiência, deslocou o goleiro Evandro. 1 a 0 Industrial. O gol desestabilizou o AFC, ocasionando vários contra ataques do Industrial, que por pouco não aumentou o placar. Num desses contra ataques, mais uma vez Marlon, obrigou o goleiro Evandro fazer uma grande defesa.
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Quando alguns torcedores do AFC começavam a deixar o Estádio, numa tarde que parecia ser azul e branca, veio a grande virada. Com o acendimento dos refletores e faltando pouco mais de 10 minutos para o fim do jogo, o AFC foi "iluminado" com grandes lances. Aos 39 minutos do segundo tempo veio o empate. Após cruzamento da direita de Ledir, a bola atravessou toda a área do Industrial, sobrando para o atacante André, que sem ângulo, rolou para as redes. A torcida do AFC incendiou de vez o estádio. Na comemoração, o jogador tirou a camisa e acabou sendo expulso, pois já tinha o amarelo. Aos 44 minutos, empurrado pela massa, veio a virada. Num chute de longa distância de Gleidson do AFC, o bom goleiro azul Betinho "bateu roupa", a bola sobrou para o artilheiro Teté, com calma, balançar as redes e sair para o abraço. 2 a 1 AFC. Foi o estopim para a invasão alvinegra do gramado. O estádio explodiu em festa. Vários jogadores reservas invadiram o gramado e um torcedor ilustre, o cadeirante Zezinho, torcedor fanático do AFC e que assistia a partida da lateral do campo, com a autorização do árbitro, correram para abraçar o artilheiro Teté. Após muita confusão e festa, o árbitro expulsou 2 jogadores reservas do AFC e o ilustre torcedor Zezinho. Quando tudo parecia estar definido, no recomeço da partida, mais uma expulsão, dessa vez do jogador Neimar do AFC. O Industrial, sem nada a perder, tentou o tudo ou nada, mas com os jogadores já em clima de desespero. Já nos descontos, num escanteio, o goleiro Betinho resolveu tentar a sorte no cabeceio, só que o cruzamento atravessou toda a área do AFC e sobrou para o lateral alvinegro Bijú. Rapidamente, ele tocou na ponta esquerda para o atacante Naldo. Enquanto isso, o goleiro Betinho tentava voltar desesperadamente para a meta azul. Mas Naldo, percebendo o gol vazio, chutou por cobertura. A bola fez uma curva e foi morrer no fundo do barbante, mesmo com a tentativa do volante Fredinho de salvar o terceiro gol. Festa total. Estava consolidada mais uma grande vitória alvinegra no maior clássico da região. Após a partida, a torcida carregou os jogadores alvinegros até a sede do AFC, onde houve muita comemoração e fogos. Mais uma vez, 3 a 1 para o AFC. O Ninho da Águia foi o ponto de encontro dos torcedores alvinegros para a festa da vitória, que durou até a madrugada. Mais uma vez, um grande jogo, digno das tradições de Alvinopolense e Industrial. Que os dirigentes entendam que esta rivalidade é fundamental para o futebol da nossa terra.
Alvinopolense 3 x 1 Industrial Gols : Rildo (ISC) 13 2T, André (AFC) 39 2T, Teté (AFC) 44 2T, Naldo(AFC) 49 2T.
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