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Assim
começou como toda paixão...
Ela foi chegando
devagar, sem pedir licença e se instalou definitivamente.
Ele ainda era uma
criança e já passava por todas armadilhas próprias das paixões:
sofrimento, dores, desafios,grandes alegrias, surpresas
enlouquecedoras.
E mesmo depois de vários
anos,
Raimundo Geraldo
Carvalho,
o Didi ,
ainda
continua apaixonado.
É vassalo desta paixão e
não mede esforços para realizar os sonhos do ser
adorado.
Ah... Só para que não se
enganem, estamos falando do Alvinopolense Futebol Clube.
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Quando criança
acompanhava o pai, “Seu Juquita”.
Depois, ele mesmo
tornou-se defensor desta bandeira.
Como jogador, viveu a
concentração para as partidas, o choro nas derrotas, a explosão de
alegria nas vitórias, nas grandes decisões,
a disputa eterna com o
arquirival.
O tempo passava e esta
paixão crescia em força e intensidade. Ser apenas mais um já não era
suficiente, era preciso fazer mais, estar mais perto. Por isso,
passou a compor a Diretoria ao lado do saudoso Tuola.
Áureos tempos!
Trabalhava-se muito, mas
o esforço era recompensado. O AFC era sinônimo de bom gosto,
bom futebol, lugar agradável de se ir, uma referência na região em
termos de diversão.
O carnaval do AFC
é histórico, o baile preto e branco, o desfile de alegorias (não era
Escola de Samba) pelas ruas da cidade, quando o trabalho de anônimos
enchia de encantamento os moradores e visitantes de Alvinópolis.
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Os
campeonatos de futebol eram uma história à parte, além das disputas
com os times da região havia, ou melhor, ainda há uma disputa
particular com outro time da cidade, o Industrial Sport Club.
Disputa que rendeu
sempre belas partidas, muita provocação e até algumas animosidades.
Em 1987, o jogo pelo
campeonato da liga de Ponte Nova, o Alvinopolense venceu o
Industrial por 3 x 1.
Não aconteceram novas
disputas entre as duas equipes.
Até houve uma pausa na
história do futebol do AFC.
A cidade crescia, e
tornou-se necessária a abertura de novas ruas. Para progredir, às
vezes, algumas partes são prejudicadas, e as obras de abertura das
ruas encheram o campo de terra...
Alguns pessimistas
afirmavam que nunca mais veriam o campo do AFC. Sem o campo
para treinar, o time do Alvinopolense foi desfeito; mas a esperança
foi a fiel companheira do apaixonado Didi.
Sempre presente nas
diretorias do Clube, Didi foi o principal incentivador do time de
handebol masculino, que em seu mandato levava o nome do AFC .
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Após 18 anos,
Alvinópolis revive o maior clássico da cidade. |
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A busca de parcerias foi
sempre a sua grande força. Em parceria deu à sede social o cognome
de Alvinopolense Disco Show, e realizou as festas mais animadas que
Alvinópolis já viu.
Paralelo às atividades
da sede social, lutou pela recuperação do campo. Buscou recursos
junto ao poder público, contou com a parceria de empresários e de
outros apaixonados, que em mutirão, plantaram a grama do campo.
O impossível estava
acontecendo. Com o campo recuperado, a paixão voltou a pulsar com
intensidade adolescente.
Começar de novo, esta
era a proposta. Contando com a alegria de voluntários, iniciou-se a
formação do time.
Crianças, adolescentes e
jovens atletas foram contaminados pela paixão AFC. Nos
veteranos, a paixão adormecida ressurge. Hoje, o clube tem time para
todas as faixas etárias, do infantil ao veterano.
No final do seu mandato
como presidente, começou o processo para iluminação do campo de
futebol, dentro do projeto campos de luz, do Governo do Estado.
Este ano, o
Alvinopolense está disputando o Campeonato do Açúcar de Urucânia. Um
time jovem, composto de atletas do município, bons de bola e
principalmente, apaixonados pelo AFC. O time vinha se
destacando no campeonato, mas a rivalidade de 18 anos sem confrontos
fez sobreviver a paixão dos torcedores, que lotam o estádio em dia
de jogo.
Seguindo as regras do
campeonato, o Alvinopolense e o Industrial se confrontariam duas
vezes em sua 1ª fase. No primeiro encontro, o AFC foi derrotado pelo
ISC por 1X0. No último dia 30 de Abril, a revanche, um misto de
saudosismo e rivalidade invadiu Alvinópolis. Estádio lotado, a massa
vibrava, mas como em toda paixão, o sofrimento é companheiro
constante. Mas a surpresa, a persistência, a garra também fazem
parte de toda paixão. Já no segundo tempo o ISC fez 1X0, num
pênalty cobrado por Rildo. Nos oito minutos finais, o jovem time do
AFC, através de André empata o jogo e o consegue virar o placar
adverso para 3 x 1, com mais dois belíssimos gols feitos por
Adriano e Naldo .
Festa na cidade e nos
corações.
O time do AFC como a
mitológica fênix, renasceu das cinzas.
A história de uma
paixão.
A história de Raimundo
Geraldo Carvalho e do AFC, onde muitas vezes, a vida de um se
confunde com a vida do outro. |
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